domingo, 10 de outubro de 2010

Bem e mal

Hoje à noite tem debate na Band. Serra, o candidato "do bem", tentará praticar seu maniqueísmo pobre e podre. Se Serra é do bem, sou do mal. Convicto e abraçado com o capeta.

A campanha de Serra, do PSDB, é baseada em uma estratégia tosca, truculenta, covarde e absurda. O discurso do tucano trata o povo como massa de manobra. Sem nenhuma vergonha na cara, apela para todo o tipo de argumento esdrúxulo.

Serra apela, como bom hipócrita eleitoreiro, para o que de mais retrógrado e lamentável pode haver numa campanha política. Adota a tática do terrorismo. Aquela mesma que ele, do alto de sua sabedoria, criticava lá em abril (http://dilemascotidianos.blogspot.com/2010/04/serra-e-apologia-ao-medo.html). Quem te viu, quem te vê, hein, Sr. Burns?

Dilma lutou contra a ditadura? Ah, era terrorista. Se dependesse de gente bunda mole que na primeira dificuldade se borra pernas abaixo e sai fugida do país, talvez até hoje estivéssemos oprimidos pelo regime militar. Viva quem lutou contra a ditadura!

E o aborto, então? Coisa mais absurda pensar em debater uma questão de saúde pública! Deixemos as mulheres pobres desse país continuarem abortando e colocando a vida em risco em porões de açougue, sem a mínima condição de higiene.

Daqui a pouco, Serra, o religioso, vai se colocar contra a camisinha e a pílula anticoncepcional. Pode dar mais uns votinhos.

Esqueci que Serra defende a liberdade de imprensa. Liberdade da imprensa golpista de manipular fatos impunemente, em nome de interesses escusos, que nada têm a ver com jornalismo de verdade.

Não esqueçamos também da moral e dos bons costumes. Coisas que esses comunistas comedores de criancinha desconhecem. Esse negócio de comer criancinha deixa pra padre pedófilo.

O fato é que Serra não consegue articular minimamente propostas políticas. Em sua campanha, parte para o lado pessoal e apolítico. Talvez seja somente o que resta fazer. Não haveria defesa política possível na comparação dos resultados práticos do governo do seu PSDB com o PT de Dilma e Lula, que não foi revolucionário, mas revolucionou a vida de muitos brasileiros.

O PSDB de Serra pode até "defender a vida". Mas defende uma vida digna para os pobres deste país? Há motivos, eu diria de sobra, para duvidar disso.

Um comentário:

Luciana disse...

Mais um a acreditar no discurso predominante que "o brasileiro melhorou de vida", "milhões entraram para a classe média"...