terça-feira, 21 de setembro de 2010

Nada

Como um palhaço, um verdadeiro trouxa, esperei.
Olhei para o relógio, fiz mil projeções, e nada aconteceu.
De volta ao pó e ao caixão, fico procurando motivos.
Não teve nenhuma graça sem você.

Mas tudo bem, você está feliz.
Deve estar cavalgando, suada e satisfeita.
Ou, quem sabe, tocando uma sinfonia dos infernos?
Vocês sabem muito bem, e estão agora zombando de tudo.

Atravancador, um tanto de ódio.
Ele podia saber o que acontecia.
Balelas, malditas balelas que liquidam com tudo.
Um esforço, uma vida, um sonho, tudo pelos ares.

Um bibelô a mais na prateleira.
Corações humanos ainda sangram.
Você pensa que isso não me machuca?
Você pensa que meus olhos estão secos?

Sei bem, você nem pensa nisso.
Só os tolos ainda têm fé.
Apenas não minta mais para mim.
Me deixe dormir e descansar.

Dia após dia, mais velho, mais vazio.
A vida me ensinou a não aprender porra nenhuma.
Esta caneta já não sente minha dor.
Apenas me acompanha e oferece um ombro amigo.

Nenhum comentário: