domingo, 19 de setembro de 2010

Cartas marcadas

De longe já sinto o cheiro do desgosto.
O que imagino acontece, a realidade me apunhala.
Malditas relações ingênuas e maldosas que destroem minha mente.
As paranoias são mais reais do que nunca.

Este soco no estômago me deixa revoltado.
Já não há angústia, apenas raiva e vontade de cuspir.
As cartas já estavam marcadas.
Quando falei do que vi, todos riram.

Agora a demência toma conta do salão.
Toque aqui para mim se você pode, seu imundo.
Fale macio até que eu aperte seus miolos com as mãos.
Encha-me do seu vazio ordinário e palatável.

Não pedi para ser testemunha de minha morte.
Com os dentes, rasgo minhas entranhas.
Cubram-me de nojo das suas caras.
Provem que eu nunca tive vez nesse jogo.

Com os corpos nus, masturbem os porcos na lama.
Troquem suas experiências mais a fundo.
Surpreendam a plateia abobalhada.
Esfreguem a verdade nas minhas fuças.

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