quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A última batalha para reconquistar a América

Hoje à noite, o Internacional enfrenta sua batalha derradeira na busca pelo Bi da Taça Libertadores da América. Não existe jeito de controlar a ansiedade. Estamos às portas de um momento histórico. O Gigante da Beira-Rio será palco de uma partida inesquecível.

Não está nada ganho. O Chivas não chegou a esta final por acaso. É bom time e merece respeito. Não esqueçamos que a Univerdidad do Chile, após empatar no México, entrou em campo em clima festivo, apenas para cumprir uma formalidade. E levou 2 a 0. O Inter não pode, de jeito nenhum, cair na armadilha do "já ganhou".

Se jogar tudo o que jogou no México, aí sim, podemos afirmar que o colorado não perderá o título. Terá, ainda por cima, o apoio de mais de 50 mil colorados apaixonados. O ambiente é propício, perfeito para a conquista do grande título. Entretanto, há que se jogar os últimos 90 minutos desta Libertadores com o mesmo espírito da partida de ida. Atenção, concentração e raça serão elementos indispensáveis. O jogo não está jogado.

Uma vez conquistada a Libertadores, aí sim, poderemos realmente comemorar. Soltar o grito da garganta, pular, vibrar como crianças. Após quatro anos, o Inter pode reconquistar a América, e firmar-se, de uma vez por todas, como o clube brasileiro mais vencedor nesta década. Este momento ímpar foi antecedido por muita luta, muito trabalho. O desacreditado colorado da década de noventa e do início desta década foi sendo reestruturado paulatina e determinadamente. Tropeçou algumas vezes, mas manteve os olhos onde surge o amanhã. E este amanhã tornou-se hoje. E hoje, está radioso de luz, varonil, seguindo sua senda de vitórias.

Fico feliz por estar vivo e poder presenciar tudo isso.

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