domingo, 1 de agosto de 2010

Depois das caipirinhas

Estômago se corrói.
É dor aguda.
Tudo tem um preço.
As caipirinhas também.

Visito o banheiro.
Amigo e inimigo, vaso sanitário, meu fígado.
Diálogo desagradável.
Quero passar tudo adiante.

Tempo que não passa, olhos vermelhos, corrida.
Bile Jean, Bile Idol.
Prometo só por hoje: não faço mais isso.
Logo, logo, farei de novo.

Essa é a artimanha do sem-vergonha.
São os desníveis e arrependimentos que fazem isso ter graça.
Agora, estou no caixa acertando a conta.
Pena que não tem cartão de crédito nem parcelamento.

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