quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Corrida

Estamos correndo todos os dias atrás da nossa satisfação. Qual satisfação? Não sabemos ao certo. Está atrás do arco-íris. Pote de ouro? Tesouros vis? Um monte de merda? Ninguém sabe. Ainda assim, todos nós continuamos a correr.

A vida é uma sucessão de promessas incompletas. Nunca estamos, de fato, satisfeitos. Consumimos pílulas de felicidade cujo efeito é curto demais. Como diria o filósofo, em outro contexto, é bem verdade, "só acaba quando termina". Mas a hora em que termina não é tarde demais?

Por estas e outras mais, viver é um exercício angustiante. Não há uma linha de chegada, não há margem para que paremos e respiremos aliviados. O devir nos empurra por diversos becos e avenidas.

Como as coisas parecem não ter um fim muito claro e racional, passo a crer que a única racionalidade para corrermos tanto, rumo ao único ponto final claramente definido, é acumular dinheiro o suficiente para uma sepultura luxuosa. Por mais que seja inútil, é a única explicação que me vem à cabeça.

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