quarta-feira, 28 de julho de 2010

Inter avassalador

O futebol apresentado ontem à noite pelo Inter foi algo muito próximo do extraordinário. O colorado amassou o São Paulo praticamente o tempo todo, teve posse de bola, criou oportunidades no segundo tempo, e merecia pelo menos mais um gol além do marcado por Giuliano.

A defesa praticamente não teve trabalho. Nas poucas vezes em que foi exigida, se saiu bem. Exceção feita a Nei, que realmente destoa negativamente, mesmo nas boas atuações coloradas. O carequinha é esforçado, mas se posiciona mal, não marca nem horário no dentista, e é tecnicamente muito fraco, contribuindo um pouquinho menos do que nada no campo ofensivo. A lateral direita é a lacuna que falta Celso Roth resolver. Talvez esteja na improvisação de Glaydson a solução: o volante não é brilhante, mas pelo menos não compromete.

O meio de campo do Inter foi muito bem, através dos volantes Sandro e Guiñazu, implacáveis na marcação, e de D'alessandro, que desequilibra com seu talento. Andrezinho, o substituto de Tinga, foi muito mal, comprovando que não é jogador pra iniciar partida. A entrada de Giuliano no lugar do ex-meia do Flamengo foi fundamental para soltar a equipe. O garoto fez o gol e se constituiu em parceria fundamental, que alavancou o futebol de D'ale.

No ataque, vimos em Alecsandro um jogador de atuação regular, e em Taison um capítulo à parte. O menino de Pelotas, que andava tendo atuações constrangedoras sob a batuta de Jorge Fossati, ressurgiu no contexto colorado de maneira impressionante. Taison foi um pesadelo para o sistema defensivo são-paulino. Celso Roth passou a explorar as suas melhores características, como uma espécie de ponta-esquerda recuado, compondo o meio-campo sem a bola, e com a redonda, partindo pra cima dos zagueiros adversários com muita velocidade e dribles desconcertantes. Está jogando demais.

É lógico que nada está ganho. A equipe colorada tem que manter o espírito de luta demonstrado no Beira-Rio. Mas um belo passo foi dado. O fato de não ter levado gols em casa pode pesar muito, como pesou contra o Estudiantes. Agora, é aguardar ansiosamente o jogo da semana que vem. Por hora, fica o orgulho de ser colorado, de ser adepto sentimental desta força avassaladora que esmagou o São Paulo no Beira-Rio. Foi lindo. Ser colorado é lindo. Valeu, Inter. O Morumbi aguarda mais uma epopeia colorada.

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