domingo, 18 de julho de 2010

Depois da Copa, a volta ao Gigante

Pode não ter sido uma atuação brilhante do Inter no reencontro com a torcida, na chuvosa tarde de domingo no Beira-Rio. Mas o colorado fez bem a sua parte, e ganhou ao natural do bom time do Ceará, que vinha invicto no Brasileirão, e tinha levado só um gol até então. Apenas hoje, o time cearense levou o dobro.

Celso Roth pode ser um treinador limitado. Mas tem feito um bom trabalho no Inter, nesta sua terceira passagem. Ao contrário de Jorge Fossati, o técnico caxiense implantou um modo de jogar claro, está dando uma cara para a equipe. E começa a colher bons frutos.

A defesa, por exemplo, não enfrentou maiores contratempos contra o vozão. Levou um gol em frango de Pato Abbondanzieri, e só. De resto, o Ceará não ameaçou em momento algum. O Inter de Roth tem consistência defensiva, muito devido a um meio-campo povoado e pegador. Ainda por cima, os três meias se movimentam intensamente, oferecendo uma interessantíssima gama de jogadas ofensivas.

No ataque, reside a maior preocupação de todas, principalmente quando se projeta os confrontos contra o São Paulo pela Libertadores. Alecsandro não é um péssimo jogador. Mas não é um centroavante confiável. Fez um gol de pênalti, mas falta-lhe presença ofensiva. Para se ter ideia do que falo, ele não finalizou nenhuma jogada, excetuando-se o pênalti, durante a partida. Nenhuma. O time criou pouco? Fato. Mesmo assim, o camisa 9 esteve mal colocado em diversos lances: falta ele ajudar o time a criar chances para si mesmo.

Mas Celso Roth, que pode ser criticado por muitas questões profissionais, jamais poderá ser criticado por uma: falta de trabalho e treinamento. Por isso, tenho certeza de que o técnico fará de tudo para corrigir os detalhes e treinar uma movimentação ofensiva que permita ao colorado ser mais agudo no ataque. É esta a azeitada necessária para tornar a equipe do Inter, de fato, candidata não só ao título da Libertadores, mas também ao título brasileiro. No certame nacional, além disso, Tinga e Sóbis serão acréscimos de qualidade consideráveis.

É fundamental ressaltar que o Inter está em clara evolução tática. E ao mesmo tempo, vem conseguindo as vitórias, o que ajuda a aumentar a confiança do grupo. Ao mesmo tempo, o São Paulo está patinando. É muito forte e tem que ser respeitado. Mas não está bem, e passa longe de ser uma equipe que meta medo. Por isso, mesmo sem o adiantamento da janela, nós, colorados, temos de ter em mente que é pra lá de factível que o Inter se imponha diante do tricolor paulista e chegue à final da Libertadores. Quando a torcida se une ao time, não apenas com a presença física, mas formando uma comunhão de 50 mil almas no Gigante, não tem santo que pare o colorado. Nem o São Paulo.

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