quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A vida é fugaz

Hoje algumas coisas fizeram eu me dar conta, como uma espécie de choque de realidade, da verdadeira fugacidade que é viver. Logo pela manhã, vi uma menininha de uns sete ou oito anos de cadeira de rodas, junto ao pai. Depois, durante o dia, fiquei sabendo que uma conhecida teve diagnóstico de câncer.

Confesso, esse tipo de coisa me abala um pouco. A vida é de uma fragilidade absurdamente assustadora. Estamos expostos o tempo todo, e vulneráveis ao extremo. Tudo parece muito certo, muito bem quando, de repente, do nada, pluft, o inferno está dado. O organismo é frágil, suscetível. A saúde é relativa. É difícil lidar com isso. Ademais, a qualquer hora, pode acontecer um acidente, uma fatalidade, e ficarmos cegos, paraplégicos, etc, etc.

Por isso que cada vez menos dou valor às coisas mesquinhas da vida, que a bem da verdade, nos cercam o tempo todo. Muita coisa, por nunca, ou quase nunca nos ter faltado, passa despercebida. Damos como certos alguns elementos que são incertos. Enxergar, poder andar, poder falar, são coisas absolutamente valiosas. E diversas vezes, não nos damos conta disso, e perdemos tempo com insignificâncias.

Não estou aqui dando qualquer tipo de lição piegas de moral, nem fazendo uma apologia ao conformismo. Somente quero deixar claro que aquilo que geralmente passa batido é o mais importante, a base sem a qual, se não ficamos absolutamente impossibilitados, pelo menos vemos todo o tipo de esforço um tanto mais redobrado e hercúleo.

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