sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Direita patética

Eu sei que já disse isso repetidas vezes aqui no DC. Mas não custa nada dizer mais uma: a direita me enoja. Não toma nenhuma base teórica minimamente razoável para defender as virtudes das desigualdades, proclama aos quatro ventos uma liberdade que de liberdade não tem nada, que limita-se à desregulamentação da exploração do homem pelo homem, como se a liberdade de alguns poucos presumisse o acorrentamento das massas despossuídas.

A direita, em sua extremidade mais reacionária, adota um discurso ridículo de ameaça dos comunistas comedores de criancinhas, prontos para, silenciosamente fazer uma revolução. Obama é comunista, meus amigos! A Globo, e, se bobear, FHC, também!

Quando leio coisas dos direitistas que, digamos, se assumiram como tais, saíram do muro e do armário, é que até chego a compreender porque a direita se infiltra, se disfarça, e se esconde por trás de uma pretensa neutralidade: o discurso puro de direita, escancarado, sem máscaras, é absurdamente patético. Dá vontade de rir.

Se Obama e Lula (vejam bem, Obama e Lula!) já despertam todo esse cagaço nos setores da direita, imaginem no momento em que verdadeiramente forem mudadas algumas lógicas em ações sociais e/ou estatais, que remetam a uma verdadeira mudança na estrutura social que alicerça o privilégio de alguns. Imaginem quando realmente a esquerda passar a mexer no até então intocado queijo das elites! E uma hora, amigos, isso realmente terá de ser feito. Eu iria mais além e diria que o capitalismo, paradoxalmente, depende disso para (tentar) sobreviver.

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