quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Desafios

Confesso que estou passando por dias ao mesmo tempo apreensivos e felizes. Os desafios da vida, a aproximação de alguns momentos decisivos, geram um elevado grau de stress e ansiedade. Bom lembrar: tenho que tomar meus florais daqui a pouco. Definitivamente, estou virando um maluco-beleza. Viva a homeopatia! E a sociedade alternativa! Faz o que tu queres, pois é tudo da lei!

Simultaneamente, sinto-me, até um pouco estranhamente, feliz. Estou confiante na vida, otimista que, de um jeito ou de outro, não sei exatamente qual, não faço ideia de por que caminho, as coisas vão dar certo. Esses momentos de encruzilhada tem isso de positivo. A sensação de "ou vai, ou racha", mal ou bem, cria uma sensação de libertação, de fuga da inércia por vezes angustiante, de definição.

É lógico que essas definições duram pouco, muito pouco. A transitoriedade da vida é geralmente assustadora, abrupta. Estamos sempre criando novos objetivos, defrontando novos desafios. Deitar em berço explêndido é para poucos. É para raras e felizardas almas. Nós, os normais, estamos fadados à freneticidade da existência.

Quero, sim, novos enfrentamentos, novas metas. Metas antigas, objetivos empoeirados, que fiquem guardados apenas em doces memórias. Sim, espero que sejam doces as memórias. Tenho a certeza de que há obstáculos grandiosos a serem superados. Já não estão mais distantes como outrora. Ou os passo, ou os derrubo, ou tropeço neles e sigo. Mas de alguma forma, haverá inescapáveis definições. Isso serve como uma espécie de alento.

Dá um tremendo frio na barriga, é verdade. Mas é bom. É sinal de que estou vivo, no corpo, no cérebro e na alma.

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