quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Caso Guiñazu

O caso Guiñazu vem sendo emblemático. Enquanto a imprensa paulista afirma categoricamente que há uma negociação em andamento entre o Cholo e o São Paulo, os dirigentes colorados negam não menos categoricamente tal possibilidade. Guiñazu, por sua vez, diz que "jamais faria isso com o Inter". Mas os fatos, as provas, como a procuração assinada por ele mesmo, autorizando Fabiano Ventura a negociar com a equipe paulista em seu nome, pesam, e muito, contra o argentino.

De São Paulo, chegam notícias de que Guiñazu NÃO QUER ficar no Inter, e QUER jogar no São Paulo. O problema, meus caríssimos leitores, é que ele tem compromisso com o colorado até 2012. Diz-se que talvez seja só um contrato verbal. Mesmo que seja, chegou a hora de a diretoria do Inter bater o pé, e tratar o caso com status de exemplo para todos os que vestem a camisa vermelha.

Dane-se se o Inter pode não lucrar nada com uma saída do Cholo para o São Paulo no meio do ano. Tem que bater o pé e mantê-lo, fazê-lo cumprir o contrato. Nem que seja para que ele fique mofando no Inter B. Não me importa nem um pouco. Agora, manter Guiñazu é questão de honra institucional.

Chega de ficar se curvando a vontades e manias de atletas que ganham cem mil ou mais por mês e querem "buscar a independência financeira" em outras plagas. Esse papo cheira a deboche com a cara do povo brasileiro, que tem de se sustentar muitas vezes com um salário de pouco mais de 400 reais por mês. Assinou contrato, amigão? Então cumpra! Ou pague a multa rescisória.

Essa história ainda está muito mal contada. Resta aguardar os próximos capítulos. Ver até que nível vai a falsidade, ou sinceridade, de Guiñazu; ver se a direção vai bancar a permanência do Cholo, mesmo que em forma de punição exemplar; e ver se, mais uma vez, será legitimada uma prática anti-profissional de jogador forçando saída de clube. Quem viver, verá.

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