segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Teimar

Não há mais remorsos.
Tudo o que devia, tudo o que podia, foi feito.
Sabe que não há mais nada, não há mais esperas ou esperanças.
Ou há?
Ah, sempre há!

Teimar, por vezes, é virtude.
Querer, ora, não é crime.
Ainda não é.
Mas as ambições e sonhos parecem sempre uma mesquinhez egoísta e inalcançável.

Há como se buscar o que se deseja, de um jeito ou de outro.
Deve-se ressurgir, ressuscitar.
Onde houver um sopro de chama, haverá um doido, lunático, sincero sonhador.
E é bom que haja.

É isso o que buscamos, é isso o que realmente alimenta.
É guardar, sim e sim, o improvável e o imprevisível.
É não desistir.
O bálsamo está no coração.

Com ou sem sinceridade, de algum jeito valeu.
Mentiras sinceras me interessam, diria Cazuza.
Valeu sim, tenham certeza.
Isso é alegrar-se com alguma motivação.
A motivação de deitar a cabeça no travesseiro pensando no amanhã.
E sonhar.

Nenhum comentário: