sábado, 7 de novembro de 2009

Mesmices

O calor, a chuva, as nuvens, tudo isso é cenário da mesmice. No armazém, donas de casa continuam comprando tomates, cebolas e batatas. Nos postos, os carros continuam abastecendo, gasolina, álcool. Nos bares, os bêbados continuam abastecendo, cerveja, álcool...

Em algum apartamento, o ex-casal continua brigando, discutindo, trocando farpas insuportavelmente. Já era. Pra que mais desgastes, afinal? Não deveriam apenas se tolerar e esperar o fim? A vida, ora bolas, é um interminável exercício do ser patético. Na rodoviária, pessoas, muitas pessoas, embarcam e desembarcam de ônibus, e os destinos são os mais variados.

Alguém, em algum lugar, ouve a velha rádio cafona. Alguém, em algum lugar, pensa nos seus amores. Alguém, em algum lugar, chora copiosamente. Alguém, em algum lugar, sorri. Alguém, em algum lugar, luta bravamente para sobreviver. Alguém, em algum lugar, está vendo a Rede Globo. Xuxa? Algum "desafio internacional" de futsal? Tipo, Brasil e El Salvador? Sei lá. A tv está desligada por aqui. E assim continuará, por enquanto.

Há muito o que se fazer. Há uma vida a se viver. Há tanta coisa a se libertar! Há tanta coisa a que queremos nos prender, para todo o sempre! Toda ação inicia pelo começo. Santa redundância que tantas vezes nos recusamos a compreender. Fujamos da modorra e façamos tudo o que está ao nosso alcance acontecer. Pelo menos por hoje. Pelo menos até a semana que vem.

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