quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ladrões de sonhos

Os ladrões de sonhos estão por toda parte. Eles se disfarçam. Parecem aconchego. São lâmina. Em qualquer coisa que façam, estão prontos para a tortura, a morte psicológica diária. Eles se camuflam tal qual um soldado em guerra no meio da floresta.
Os ladrões de sonhos sorriem. São verdadeiros saqueadores da essência humana. Os ladrões de sonhos estão rodeados de seguidores. São gangsters conscientes e bem treinados. Eles são intocáveis. Eles preponderam, de um jeito ou de outro.
Aliar-se a eles ou contrapor-se e ser furtado: os dois caminhos possíveis. Furtem-me, então! Renego e cuspo sobre suas malditas intenções. Os ladrões de sonhos são, a bem da verdade, seres patéticos sem verdadeiros e próprios anseios. São reprodução incolor e sem graça.
Sonhos, afinal, não se roubam. Eles tentam, levam, agem. Mas, na verdade verdadeira, sonhos não se roubam mesmo. No máximo, se postergam. Não há como arrancá-los de nossas entranhas. Eles sempre estarão lá, mesmo que momentaneamente apagados ou imperceptíveis.
No fim das contas, continuamos com nossos sonhos, apenas em uma espécie de letargia. E eles, os ladrões de sonhos, continuam sem nada, vivendo na superficialidade de objetivos vazios. Eles, os ladrões de sonhos, estão acordados. Por isso, na verdade, nada faz sentido para eles.

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