domingo, 15 de novembro de 2009

Inter, não te peço esse campeonato

Algumas coisas se desenham como certas, escritas nas estrelas. Não adianta mais nós colorados, se é que ainda há alguém que pensa assim, sonharmos com o título. A taça está caindo no colo do São Paulo, o time menos incompetente do certame. Nos resta pedir, como um mendigo implora 50 centavos para a pinga, uma vaguinha na Libertadores 2010. Nosso prêmio de consolação passa pela noite de hoje, contra o Santos, no Beira-Rio. O momento é de tanta frustração e desolação, que não sei direito nem a quem me remeter.

Para quem poderia, eu, pedir os três pontos de hoje? Quem seria capaz de me ouvir ou ler e dar uma resposta? Píffero e Carvalho, nossos protótipos de Eurico? Não, não. Mário Sérgio, o maluco beleza da casamata? Pois é, também não. Lauro, o melhor goleiro-de-nível-de-Portuguesa da história do Inter? É brabo. Índio, o lenhador de braços cansados? Na-na-ni-na-não. Kléber, o bom e displicente lateral-esquerdo colorado? Não. Guiña, atualmente mais loco do que perro? Infelizmente, não rola. Taison, o artilheiro que não faz gols? Tsc, tsc... Alecsandro, o Steven Seagal que se acha Al Pacino? Muito menos.

Hoje recorro, e é a única coisa que me sobra, à instituição Sport Club Internacional. O que me resta é isso, o S, o C e o I entrelaçados. A situação é tão complicada que até a Guarda Popular ficará em silêncio no início do jogo. Píffero e Carvalho conseguiram o que até hoje nenhum adversário conseguiu: calar a Popular. Pois é à mística da camisa vermelha, que poucos ali vem honrando nos últimos meses, que faço essa espécie de oração.

Ganha, Inter! Busca essa vitória, tenta resgatar um pouco da dignidade já perdida! Apesar dos desalmados que te implodiram, tu, colorado, ainda és grande. És o único time gaúcho campeão mundial aprovado pelo Inmetro. Já não te peço mais esse campeonato. Mas te peço essa vaguinha na Libertadores, pra tirar um pouco do gosto ruim da boca. Ainda dá.

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