segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Agora, é Mário Sérgio

A demissão de Tite era inevitável. Pena que ocorreu tarde demais para o Inter pensar em título. Ontem, o time colorado teve mais uma atuação constrangedora. Daquelas de envergonhar até o mais bonzinho e condescendente torcedor colorado. Fiasqueira, pra dizer o mínimo.

Mário Sérgio chega empolgado, falando em título. Isso é bom. Mesmo que saibamos que tudo que o Inter deve almejar, racionalmente, é a vaga na Libertadores do ano que vem. Mas a motivação do novo treinador pode dar uma nova vida ao elenco colorado.

Façamos um acordo: Mário Sérgio é um treinador tampão. Não tem temperamento para trabalhos longos. Não tem o tamanho das ambições coloradas. Mas é o que temos para o momento. E tem que rapidamente remobilizar o elenco colorado. Mais do que isso: tem que organizar um time, escalar goleiro no gol, laterais nas laterais, zagueiros na zaga, volantes na volância, meias nas meias e atacantes no ataque. Tem que trazer de volta o brilho do futebol de D'alessandro. Tem que convencer convencer Alecsandro de que ele é... Alecsandro. Tem que tirar desse elenco o máximo que ele pode dar, não só em termos técnicos, mas principalmente em capacidade de entrega e devoção em campo.

Tomara que a chegada de Mário Sérgio surta efeito de fato, para ao menos levar o Inter à Libertadores do ano que vem, e aí sim, começar o novo ano com as esperanças renovadas no coração da torcida. Podia ser bem melhor se tivesse sido antes. Podia ser Muricy, podia ser Luxemburgo, se tivesse sido antes. Poderíamos estar brigando pelo título, se tivesse sido antes. Mas vamos de Mário Sérgio. Pelo menos, caiu Tite. Antes tarde do que nunca.

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