terça-feira, 22 de setembro de 2009

Um certo Gurizinho

Pelas bandas do meu condomínio tem um cachorro que virou, acho que há mais de um ano, um ilustre morador. "Batizado" pela minha madrinha de Gurizinho, nome pelo qual nossa família o chama, ele se tornou uma presença mais do que constante.

Saio de casa, volto pra casa, e lá está ele, cachorro bonito, às vezes meio maluco e encrenqueiro, mas, indubitavelmente, lá está ele, andando ou recostado pelo chão do condomínio. Não sou o que se poderia chamar de "fã número 1 dos animais". Embora não tenha absolutamente nada contra, dificilmente me apego a qualquer animal que seja.

Mas assumo, com o tal do Gurizinho, é diferente. Peguei um certo afeto por aquele cão. Gosto dele. Gosto da companhia dele pela rua nas manhãs, me sinto bem quando o vejo na volta. Ele vai me acompanhando, assim como faz com uma penca de gente do condomínio, andando sempre à frente, e olhando toda hora pra trás, tentando ver se estamos acompanhando, se estamos em segurança. Ontem mesmo, chegando em casa à noite, visualizei o cachorro e já o chamei, e assim foi, ele me acompanhando até o portão do prédio, e depois de entrar, eu apenas fitava o Gurizinho me olhando, talvez com um pouco de carinho, talvez com um pouco de amizade, genuína amizade canina, desinteressada, verdadeira, cordial.

Gurizinho não é nada meu. Não é meu cachorro, desconheço suas origens, não faço a menor ideia de sua idade, até mesmo porque não entendo bulhufas de cães. Mas adquiri afeição por ele. Não esperava me apegar àquele vira-latas. Mas me apeguei ao danado. Nem consigo mais imaginar os arredores de minha casa sem a leal presença de Gurizinho. Que coisa.

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