domingo, 27 de setembro de 2009

Mais longe

O empate entre Inter e Flamengo ontem era esperado. Afinal, o juiz autorizou a partida na verdadeira piscina que virou o gramado do Beira-Rio, depois das fortes chuvas que se abatem no Rio Grande do Sul desde a madrugada de sábado. E, naquelas circunstâncias, só um lance fortuito poderia tirar o zero do placar.

É impossível fazer qualquer análise do jogo. Jogou-se no Gigante um esporte bastante parecido com futebol. Mas, definitivamente, não era futebol. Pena que a tabela não quer nem saber de condições climáticas e outros quetais. E ela, a fria tabela, distancia cada vez mais o Inter de qualquer esperança de título brasileiro.

Não o jogo de hoje, mas o conjunto da obra remeteu o Inter a esta situação quase melancólica. Os menos culpados são os jogadores, a grande maioria de grande capacidade. Quem vem errando, e feio, é a direção e o treinador.

A direção, só para citar um exemplo, não conseguiu se dar conta da obviedade mais óbvia desde os primórdios da humanidade: o Inter não tem lateral-direito. E assim, capenga, mandou o time para o Brasileirão. O treinador Tite, por sua vez, não faz ideia do que quer do time colorado. Faltando doze rodadas para o fim do campeonato, não tem padrão tático, não tem esquema, não tem nada.

É triste, mais isso é o que temos. Demitir Adenor Bacchi, a essa altura dos acontecimentos, não resolveria nada. Reforços não mais estão disponíveis. Assim estamos, assim vamos. Contentemo-nos com a vaga na Libertadores, se a mesma vier. Eis a nossa frustrante realidade.

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