domingo, 27 de setembro de 2009

Desânimo

Tudo o que sinto em relação ao jogo de logo mais entre Inter e Flamengo é desânimo. Gostaria de dizer algo diferente. Gostaria de estar com o coração cheio de esperança. Mas não estou. Sinto-me desgostoso e pessimista.

E como poderia ser diferente? Começamos o ano do centenário colorado cheios da mais doce expectativa. Haveria de ser um grande ano. Haveria de ser mais um ano redentor. E tudo começou maravilhosamente bem. O colorado conquistou o Gauchão passeando, avançou na Copa do Brasil, e, com time reserva, liderava com folga o Brasileirão. Então, perdemos a Recopa de forma constrangedora, e ficamos com o amargo vice da Copa do Brasil. Veio o título da Copa Suruga Bank, seguido de um brilhareco no Brasileirão, com a vinda de bons reforços. E o Inter voltou a derrapar feio.

Estamos praticamente em outubro do tão aguardado e aclamado centenário, e o Inter tem um Gauchão e uma Copa Suruga. E pior: não tem escalação definida, a equipe não tem a menor Justificarorganização, inexiste qualquer mecânica de jogo, e o treinador está mais perdido que uma criança de 2 anos largada no meio da Andradas. As chances de título brasileiro se esvaem, o colorado marca passo no certame nacional, e já na primeira fase em que participa da Sul-Americana está em desvantagem para jogar no Chile.

Dado esse cenário, e as perspectivas por ele gerado, há como se estar minimamente otimista? A resposta é óbvia. Mas, por incrível que pareça, a inexplicável paixão colorada, esse sentimento doido que domina cada célula do meu corpo, faz com que uma vitória hoje, magra ou suada que seja, um indício qualquer de poder de indignação desse time, uma lamparina no fim do túnel, mudem todo o panorama. Aí, o Inter volta a ser forte. Aí, o Inter volta a estar vivo. Aí, de alguma forma, tiramos força do fundo da alma pra acreditar que o centenário pode ter um final verdadeiramente feliz.

Mas tem que começar hoje. Apesar de Tite, apesar do 3-5-2, apesar do 4-4-2, apesar do "equilíbrio", apesar da falta de um lateral direito de verdade, apesar do salto 15 do Sandro, apesar da crise técnica dos argentinos, apesar do Palmeiras, apesar do Flamengo, apesar da chuva, tem que ser hoje. De hoje não pode passar.

Nenhum comentário: