quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A volta do apito amigo

O Inter perdeu para o Corinthians em uma partida em que um homem fez a diferença: Wagner Tardelli. O juizão fez a diferença a favor do time do Parque São Jorge (novidade, né?), validando dois gols irregulares do clube paulista, e deixando de marcar dois pênaltis em favor do Inter, mais escandalosos que o vídeo da Daniela Cicarelli copulando na praia. Com uma arbitragem dessas, fica difícil até pro Manchester United vencer o Cerâmica; imaginem, então, como fica a situação num duelo entre dois grandes clubes do futebol brasileiro.

Mas passemos à bola rolando, e aquilo que se viu do time colorado.

A defesa teve momentos de instabilidade, muito mais em virtude dos velozes contragolpes corintianos do que por suas deficiências. Danilo Silva foi muito bem, especialmente no segundo tempo, apesar de um ou outro descuido defensivo. A dupla de zaga não comprometeu, tendo atuação razoável. A pereba, não só do sistema defensivo, mas do time colorado, foi Marcelo Cordeiro. Esse lateral é simplesmente ridículo e comprometedor. É um anão que não marca ninguém e apoia bastante em quantidade e pouquíssimo em qualidade. Não tem condições de vestir a camiseta colorada.

O meio também não esteve exatamente bem. Sandro esteve abaixo da média, assim como Guiñazu. Andrezinho jogou muito pouco, não foi nem sombra do que vinha sendo nas últimas partidas. Giuliano, por sua vez, foi a melhor figura do setor, muito participativo, rápido em raciocínio, e inteligente no planejamento das jogadas ofensivas. Esse jogador tem sérios problemas de execução, erra muitos passes e finalizações: mas tem bola no corpo, sabe do jogo. Aprimorando os fundamentos (e tem tudo pra melhorar, e muito, visto que possui apenas 19 anos), tem tudo para dar muitas alegrias à torcida colorada.

No setor ofensivo, Bolaños foi discreto, apesar de uma ou outra boa jogada, e Alecsandro, a despeito de ter marcado o gol da equipe, perdeu muitos outros. Mas centroavante é isso. Ele tava lá. Simplesmente ontem não esteve em seu dia. Simples assim.

É óbvio que o resultado foi horroroso. Primeiro, porque deixa o Inter estagnado na tabela, com o crescimento do São Paulo e as partidas de Goiás e Atlético Mineiro por realizar na rodada. Segundo, porque foi no Beira-Rio, e perder em casa é um prejuízo imenso num campeonato parelho como o Brasileirão. E, por último, porque é extremamente irritante perder para o Corinthians. É inegável que se criou uma certa rixa com relação a esse time. Assim, ser derrotado pelo mesmo, ainda por cima nos minutos finais, cria um mal estar que só é capaz de ser superado por uma derrota em Gre-Nal.

Contudo, o Inter agora tem que tratar de se remobilizar rapidamente. Não há tempo para lamúrias. O jogo do Corinthians passou. Agora, o colorado tem que se focar no jogo importantíssimo contra o Palmeiras no Parque Antártica. Tivesse ganho ontem, e o empate seria um resultado interessante e aceitável. Mas, com a derrota no Gigante, o Inter tem que lutar pelos três pontos, para recuperar o terreno perdido nesta rodada. Há ainda, é bem verdade, os jogos atrasados que o colorado tem que jogar: entretanto, isso apenas plasmará uma vantagem à medida que o Inter ganhe tais jogos. Por isso, tento manter certa prudência ao abordar esse fato.

Agora, é pensar em se recuperar quase que instantaneamente. A vitória em São Paulo tem que ser uma obsessão colorada. Viria em ótima hora, não apenas no raciocínio frio e cru da tabela, mas também no sentido anímico, de ganhar de um adversário direto pelo título. Que siga o campeonato, afinal.

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