quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Meio amargo

O empate do Inter com o Santos me causa sentimentos um tanto paradoxais. Mesmo analíticamente, o resultado é dúbio. Uma espécie de chocolate meio amargo. Foi bom, mas poderia ser melhor. Foi ruim, mas poderia ser pior. É mais ou menos isso o que sinto.

Do ponto de vista histórico, empatar com o Santos na Vila não é mau resultado, uma vez que o colorado jamais ganhou lá. Na tabela, o resultado coloca o Inter de volta ao G4, com um jogo a menos, o que não é nem um pouco desastroso. Do ângulo relativo ao panorama atual, porém, o empate demarca uma dura realidade: dos últimos nove pontos disputados, o Inter fez um.

Em relação ao histórico do jogo em si, a sensação torna-se ainda mais controversa. Por um lado, empatamos um jogo que perdíamos por 2 a 0. Por outro, deixamos de ganhar uma partida em que perdíamos de 2 a 0 e viramos para 3 a 2. Foi bom ou ruim, afinal? Sinceramente, não sei.

Sei, isso sim, que do jeito que tá o Inter não será campeão. Talvez nem mesmo se classifique para a Libertadores. Bolívar foi desastroso na zaga, assim como Índio vinha sendo antes de se machucar, e como Danny Morais foi ao substituir Índio. Urge a entrada de Eller no time. A zaga titular é Sorondo e Eller. E estamos conversados.

O meio de campo novamente foi mal. Sandro anda saindo demais da proteção da zaga, e por isso mesmo, por esse posicionamento equivocado, está cometendo muitas faltas. Giuliano foi fraco, errando praticamente tudo o que tentou. Andrezinho esteve displiscente, apesar do decisivo passe para o terceiro gol colorado. Só Guiñazu se salvou naquele setor.

Foi no ataque que residiram as boas notícias para o Inter na partida de ontem. Taison se movimentou bastante, e teve uma entrega absolutamente louvável. Jogou muito bem. E Alecsandro, ontem, esqueceu seus delírios ibrahimovicianos. Limitou-se a fazer o que sabe. E fez bem. Três vezes.

O Inter tem agora dois jogos de seis pontos no Gigante, contra Goiás e Atlético Mineiro. Temos que ganhar os dois, e encostar de vez nos líderes. Se o colorado não aproveitar esses dois confrontos decisivos em casa pra entrar de vez na briga, adeus tia Chica. São dois jogos fundamentais. OS DOIS. Ouvi nos discursos de vestiário uma supervalorização do duelo contra o galo pelo fato de valer o título do primeiro turno. Paremos com essa balela: título de turno não vale absolutamente nada. O Inter tem, isso sim, que se focar na sequência que vem pela frente para chegar ao título lá no final do ano, esquecendo essa baboseira de primeiro turno.

Se começarmos a comemorar título de turno, qual será o próximo passo? Festejar vaga ou vitórias épicas sobre poderosos times pernambucanos? Não, melhor não.

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