sexta-feira, 17 de julho de 2009

Yeda

Lamentável a reação imposta por Yeda Crusius, via Brigada Militar, contra professores, militantes e populares que protestavam em frente à sua casa. Foi mais um triste episódio de um governo desastroso.
Foi desrespeitado o princípio da liberdade de expressão e do direito de manifestação. A reação autoritária da polícia não é coisa que se possa aceitar num Estado democrático de direito. Pode-se discutir se o método de manifestação, em uma rua residencial, foi o mais apropriado (eu, particularmente, não vejo problema nenhum, pois a manifestação era diurna). Mas jamais se poderá deslegitimar o protesto dos professores.
Tem gente que tenta tirar das costas do governo do PSDB a responsabilidade pelo caos instaurado no Rio Grande do Sul, principalmente na educação. Realmente é verdade em parte, uma vez que historicamente os professores deste estado vem sofrendo com um lamentável e constrangedor descaso dos governos que se sucedem.
Entretanto, a crise no estado vai muito além da pontual questão da educação. Esta é apenas a cereja do bolo indigesto de um governo desastroso, truculento, atabalhoado, envolvido até o pescoço por um turbilhão de denúncias de corrupção e malversação de recursos públicos.
O governo de Yeda vem adotando, desde o início de seu mandato, a prática de destruição da máquina pública, de arrocho salarial e de desrespeito com os servidores públicos. Também, não seria de se esperar algo diferente da parte de um governo sustentado por uma elite gananciosa e privatista. Destrua-se e desligitime-se o Estado, ora pois!
O povo que elegeu o atual governo tem que rever alguns conceitos. Cada vez mais, é necessário fugir das amarras do discurso fácil e vazio de um horário eleitoral gratuito, para buscar informações sobre os partidos que sustentam este ou aquele candidato, em que programa se baseiam, quais grupos e interesses defendem, quais as suas práticas em diferentes esferas governamentais, e qual o passado de seus principais componentes. Esta é uma faceta da democracia que poucos até agora desvendaram.

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