sábado, 25 de julho de 2009

O pós-Nilmar

Hoje o Inter inicia um novo momento em sua trajetória. Já não teremos mais Nilmar em campo. Primeiramente, deve ser ressaltada a necessidade de se contratar alguém que possa suprir a saída do atacante. O atual elenco do Inter não tem reposição à altura. Eis a atribuição da diretoria colorada.

Ao técnico Tite cabe mudar a forma de ocolorado atuar. Balão pra frente já não mais resolverá. Com Alecsandro no ataque, as jogadas de flanco serão vitais para o time. A retomada do envolvente toque de bola que o Inter possuía até o fim de maio também ajudaria bastante, a posse agressiva da redonda é fundamental.

A característica do ataque colorado muda bastante com Taison e Alecsandro. O primeiro é irregular, não se sabe ao certo o que esperar dele. O segundo é o chamado "9 de carteirinha". Exigir dele a mesma movimentação e velocidade de Nilmar é como exigir que Reinaldo Gianechini seja tão bom ator quanto Al Pacino. A ausência de Nilmar durante partidas decisivas de Copa do Brasil e Recopa só comprovam o quão desastrosa pode ser a estratégia de tratar Alecsandro como se este fosse Nilmar.

Na parte que cabe à direção resolver, acredito. O Inter trará, sim, a reposição qualificada para Nilmar. A incógnita fica por parte do Tite. Com todo o desgaste do seu trabalho, o treinador conseguirá transformar a imensa maçaroca que é o time colorado em algo competitivo, com jogadas pelos flancos, com toque de bola, com agressividade? Não sei.

Algumas dessas questões começarão a ser respondidas hoje no final da tarde. É jogo não só para se impor, mas para ganhar bem. O Botafogo é um time fraquíssimo. Um dos principais candidatos ao rebaixamento. Não há desculpas plausíveis para que a empreitada colorada no Engenhão não seja bem sucedida.

Ganhando, direção e Tite ganham um pouquinho de fôlego para fazer os reparos necessários para a reestruturação deste arremedo de time que é o atual Inter. Empatando, a pressão continua forte. Perdendo... Bom, aí não quero nem ver...

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