quinta-feira, 30 de julho de 2009

No sufoco

O que fica de principal do jogo de ontem contra o Barueri, é que o Inter ganhou. Marcou mais três pontos na tabela. Fez o que tinha de ser feito. O time colorado se dedicou, se entregou verdadeiramente ao jogo, e arrancou, no sufoco, a vitória contra o muito bom time paulista.

O jogo começou com o Inter em ritmo alucinante. O primeiro gol veio em jogada de linha de Justificarfundo (sim, elas ainda existem no Beira-Rio!) de Andrezinho, que Alecsandro concluiu certeiro, de cabeça, como bom centroavante. O segundo gol veio em cobrança magnífica de falta por parte de Andrezinho, no cantinho, no único espaço em que poderia tirar a bola da barreira e do goleiro. Eram 2 a 0 no placar. Eram os enigmáticos 2 a 0 no placar...

Então, entrou em campo o medo, a preocupação, quando quase no fim da primeira etapa, o Barueri descontou depois de falha de Michel Alves. No segundo tempo, o Inter manteve seu ímpeto. O time paulista nada conseguia criar. E o time colorado perdeu ótima chance com Giuliano, que ontem jogou muito bem, mas continua com o incômodo hábito de perder gols absurdos. Eis então que, já quase no finzinho do jogo, o Barueri cobra uma falta, Michel Alves novamente falha (agora de forma bem mais grave) e André Luis, aos trancos e barrancos faz o gol do empate.

Era o inferno astral do time do Inter de volta. Será que dessa vez demitiriam Tite? Sairíamos, finalmente, do G4? Mais pontos ganhos seriam inacreditavelmente jogados pelo ralo, em pleno Gigante? Daí, lá pelos quarenta e picos, o árbitro marca falta para o Inter. Exatamente na mesma posição em que Andrezinho marcou o histórico gol contra o Flamengo. Algo no ambiente dizia que dos pés do iluminado meia sairia coisa boa naquela cobrança. E lá foi ela. A redonda viajou solenemente do pé direito de Andrezinho até chocar-se, num movimento perfeito, com a divisa da trave esquerda e do travessão de Renê. Não era o gol. Mas ela, a pelota, a gorduchinha, jogou-se ao pé direito de Sorondo, gigante Sorondo, que empurrou-a para a rede. É gol. É vitória. É fim da inhaca.

Nesse tipo de jogo, e na situação em que o Inter se encontrava, não interessa muito jogar bem ou ter brilhaturas de cinema. Importa a vitória. Importam os três pontos. E o Inter os conseguiu. Merecem destaque no time colorado o zagueiro Sorondo, de grande atuação, sempre impondo respeito na defesa; o lateral Kléber que, talvez pela sua não convocação, foi um jogador vivo, alerta, e que inclusive apoiou bastante pelo flanco esquerdo; Giuliano, que fez talvez sua melhor partida com a camisa vermelha, com ampla movimentação; Andrezinho, o melhor do jogo, participando dos três gols colorados; e Alecsandro, que mais uma vez deixou sua marca, e prova que realmente é um camisa 9 de carteirinha.

Por fim, quero deixar, em nome da nação colorada, o imenso pesar pelo falecimento do pai do técnico Tite, Genor Bachi, que estava internado há quase um mês em Caxias do Sul, devido a problemas renais. Força, Tite!

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