segunda-feira, 20 de julho de 2009

A derrota no Gre-Nal

A derrota colorada no Gre-Nal foi justa. O Inter fez um primeiro tempo razoável, em que não soube sustentar a vantagem conquistada. E fez um segundo tempo constrangedor, em que não criou nada. É triste, mas o Brasileirão vai se passando melancolicamente para o Inter. O time colorado embola com os concorrentes, que, a passos largos, tendem a atropelá-lo e derrubá-lo na tabela.

Já passou da hora de se mandar Tite para o Departamento de Recursos Humanos. Seu trabalho afundou de maneira que parece irreversível. Píffero e Carvalho, budisticamente, meditam, esperam, esperam, esperam... Fernando Carvalho reluta contra o orgulho próprio, por ter sido ele o homem que indicou Adenor Bachi para o Internacional. Ele não se dá conta de que acertou, mas que o trabalho de Tite chegou a um desgaste inelutável. Com Tite, o Inter não será Campeão Brasileiro.

A omissão da diretoria colorada é desalentadora. Não se vê um pingo de indignação com a situação. É inaceitável um elenco com a qualidade do elenco colorado render um futebol tão diminuto, como vem ocorrendo há pelo menos um mês e meio, e nenhuma mudança ocorrer. O time colorado parece uma massa indefinida em campo. Os laterais não atacam e tampouco defendem. Índio está jogando somente no nome. O meio campo é uma bagunça tão grande que até o Cholo Guiñazu está afundando junto. Nilmar é o oásis de inspiração do time, correndo e debatendo-se contra 759 zagueiros adversários, pois Taison é uma nulidade que se esconde quando o bicho faz cara feia.

O time colorado perdeu o sangue, a raça, a alma. Os adversários ganham gols pela bola aérea com a facilidade que uma mãe com criança de colo ganha um lugar de uma caridosa alma no ônibus lotado. O meio de campo corre desorganizada e desesperadamente atrás da bola como um bando de gurias jogando futebol na aula de educação física no primeiro grau. O ataque conta com balões e um ou outro brilhareco dos meias colorados.

Tite não confere um mínimo de organicidade que seja ao time do Inter. Fomos, pelo segundo ano consecutivo, solenemente enganados pelo Gauchão. E estamos patinando, os dirigentes aguardando alguma providência divina. Mas a fila anda, a tabela corre, os outros times somam seus pontos. O Inter dorme no esplêndido berço do G4. Até quando? Daqui a quantas rodadas sairemos de lá? São as perguntas que ficam. São as perguntas que muito em breve serão respondidas para uma direção inerte e anestesiada pela ilusão do futebol de um time que só existiu no Gauchão e nas fases mumuzinho da Copa do Brasil.

Só há uma certeza: sem uma ação forte agora, afundaremos. Perderemos o título. E vaga na Libertadores, SOMENTE vaga na Libertadores, NÃO ME SERVE. Quero a taça. Qualquer coisa menor que a taça é frustração.

Nenhum comentário: