quarta-feira, 1 de julho de 2009

Caindo de pé

O Inter perdeu a Copa do Brasil. O time aquele, do tapetão, dos tribunais, foi campeão da competição nacional. Não houve muito o que fazer. O time colorado tomou um gol de cabeça de um anão. Depois, a coisa desandou, e o Inter tomou o segundo.

O segundo tempo, entretanto, foi exemplar. Não tecnicamente. O Inter não jogou uma boa partida. Mas o Inter mostrou que tem mais do que jogadores. O Inter tem homens que vestem a sua camisa. Buscou com muita dignidade o empate. Contra tudo. Contra todos. Contra um árbitro lamentável, que deixou de marcar um pênalti que até o Steve Wonder com os olhos vendados veria. Mas o homem do apito não viu. Nem ele, nem José Roberto Wright. A catimba do time paulistano foi algo fora do comum, contando com a benevolente acomodação do juiz.

D'alessandro, que por sinal não jogou bem, foi à loucura. O estádio foi à loucura. É impossível que o sangue não ferva. Confesso, vibrei muito com a atitude dos jogadores colorados. Exatamente porque foram colorados. Fizeram o que eu faria se estivesse no gramado do Beira-Rio. Lutaram, foram brigadores, como tinham que ser. Tiveram postura, acima de tudo.

O que fica, afinal, desta noite de quarta-feira? Fica que o mundo não acabou. É óbvio que cada colorado desejava o título. Mas o Gigante da Beira-Rio continua sendo gigante. O Inter continua sendo o Campeão de Tudo. D'alessandro continua sendo craque. Guiñazu continua sendo um extraordinário volante. Nilmar continua sendo um jogador diferenciado. Lauro continua sendo uma afirmação na meta colorada.

Atrevo-me a dizer que o Inter sai maior depois dessa disputa. Perdemos o título, sim. É da vida perder títulos. E o jogo de ontem era de dupla alnternativa entre o esperável e a epopeia. E epopeias não acontecem toda hora. O que importa é estar lá. Chegar às finais. Fazer papel principal em todas as competições. Quando o Inter parar de chegar nas finais, quando voltar a ser eliminado por Fortalezas e Remos da vida, aí sim, estarei preocupado. Acredito que estes obscuros tempos já tenham passado.

Estamos no centenário do clube. Fomos campeões gaúchos invictos fazendo 8 a 1 na final. Fomos finalistas da Copa do Brasil. Estamos em uma final em aberto de Recopa. Lideramos o Brasileirão junto com o galo. Temos uma Copa Sulamericana pra buscar o bicampeonato. E de lambuja temos uma Copa Suruga Bank a disputar no Japão contra o Oita Trinita. Há muita bola pra rolar até o final do ano. Há muitos sorrisos para compensar as lágrimas e a frustração dessa final.

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