quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sofrido

Foi sofrido. Estou com o coração arrebentado. Mas o Inter passou. Conforme eu havia dito, não era páreo corrido. O Inter não se impôs. Quis jogar no contra-ataque, mas para o contra-ataque só havia Taison. Levamos uma pressão relativa. O Coritiba chutava de longe e cruzava na área. Mas daí saiu o gol do coxa, entre o meio e o final do segundo tempo, gol esse de Ariel, um porco mau-caráter que cuspiu em Índio e que deveria ter sido expulso. Aí o jogo virou um drama só. O Inter retrancou-se, e com a expulsão justa de Bolívar, retrancou-se ainda mais, apenas esperando o jogo acabar. O colorado sofreu, penou, mas passou.
O sistema defensivo merece destaque. Lauro foi um monstro, mais uma vez. Está afirmadíssimo como goleiro confiável debaixo das traves coloradas. Índio e Álvaro foram praticamente impecáveis. Marcelo Cordeiro, por sua vez, foi muito mal. Seu setor de marcação foi uma avenida durante todo jogo, e o bom lateral-direito coxa-branca criou muitas jogadas por ali. O meio de campo, no quesito marcação, também foi exemplar. Guiñazu é um espetáculo de jogador; Magrão, raçudo Magrão, é peça fundamental no esquema de Tite. D'alessandro, por sua vez, jogou mal. Errou passes, parecia mal posicionado em campo. E o ataque foi apagado. Taison tentou e lutou, mas não estava muito inspirado. Alecsandro teve sua característica violentada pela tática do Inter.
O que importa, afinal de contas, é que o Inter está na finalíssima da Copa do Brasil. Vem aí o Corinthians. Quantas coisas aconteceram desde 2005, não? É uma ótima oportunidade para acertar algumas contas. E o time colorado mostra cada vez mais maturidade nessas competições de mata-mata. É inquietante observar esse tipo de atuação como a de hoje, mas é estratégico. O Inter é frio quando tem que ser. Tanto que não passou maiores sustos contra o coxa. O Coritiba teve mais volume de jogo, é verdade. Mas chances claras de gol, neca de pitibiribas. O time colorado é copeiro. Ser copeiro é isso, afinal. Dominar e enervar o adversário. A empreitada foi bem-sucedida.
Apenas um último tópico: tragam lenços para Renê Simões. Que treinadorzinho chorão. Nunca ganhou nada, porque é um treinador medíocre. Consegue brilharecos com Jamaicas da vida, dentro das exigências e padrões da Jamaica, claro. E fala um monte de bobagem, se faz de coitadinho de maneira patética, faz um tremendo estardalhaço. Um dia esse cara vai treinar o Grêmio. É bem o tipinho dele.

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