quinta-feira, 18 de junho de 2009

O dia em que eu fui ianque

Ontem foi um dia diferente. Acordei com uma decisão na mente: torcer contra o Brasil. Sim, chega dessa palhaçada de Copa das Confederações. Seria hora de trazer Nilmar e Kléber de volta ao clube que lhes paga em dia, e muito bem, para jogarem. Por isso, meu final de manhã foi reservado a torcer fervorosamente pelos Estados Unidos. Seria, afinal, uma chance de complicar a classificação do Brasil, que pega a Itália no fim de semana.

Cantei o hino norte-americano, colei um pôster do Obama na parede, evoquei Democratas, Republicanos, jogadores de beisebol, e fiquei em frente à tv, bradando "Go USA, time is money and the book is on the table".

Infelizmente, o Brasil goleou por 3 a 0. Seguirá para a próxima fase da insossa Copa das Confederações. Enquanto isso, o Inter, o time que paga para não ter seus melhores jogadores na hora do pega-pra-capar, está aqui, disputando uma final de Copa do Brasil, lutando para se manter na ponta do Brasileirão, e projetando outra final na qual Kléber e Nilmar desfalcarão o time: a Recopa Sul-Americana, que começa a ser disputada na próxima semana.

Dunga sacaneou o Inter. Muy amigo o cidadão Carlos Caetano Bledorn Verri. Vá ser colorado assim lá nas bandas do Olímpico! Levou dois atletas do Internacional pra um torneiozinho sem graça e sem apelo. Deixou o Inter com um time todo remendado, privilegiando seu orgulho besta e demonstrando extrema falta de bom senso. Dunga desescalou o colorado. Prejudicou o time do povo de maneira lamentável. Sujou, e muito, seu nome junto ao Inter e manchou, desmanchou, toda a idolatria que a torcida colorada tinha pelo capitão do tetra. Infelizmente.

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