sexta-feira, 12 de junho de 2009

Namorados

E hoje é dia dos namorados. Eis o 12 de junho. Os pombinhos juntam-se, beijam-se, curtem-se. Uns irão a restaurantes. Outros ficarão no friozinho de casa, curtindo um edredonzinho e uma boa transa. O fato é que hoje tais almas se fundem. Confesso que sou um incompetente na arte de namorar.

Minha vida amorosa limita-se a uma fugacidade muitas vezes cansativa. Não é por gosto. Simplesmente devo ser insuportável. Por mais que eu acredite e invista num amor, seja qual for, a coisa não se realiza. Geralmente dura meses. Ou dias. O campo amoroso me ensinou a nunca esperar nada das pessoas. Pelo menos, a última namorada simplesmente foi embora por motivo maior, voltando pra sua cidadezinha. Dessa vez, pelo menos o culpado não fui eu.

O fato é que é bom curtir a vida. Ah, aqueles dias em que andamos sem nenhuma pessoa guardada no coração são bons demais. Ficamos mais leves, mais livres, um tanto mais cafajestes também. E isso é bom. Geralmente amar é um peso insuportável, ou próximo disso. Só não o é quando temos ao nosso lado o objeto de nossos afetos. Aí sim, vale a pena.

É ótimo quando temos alguém realmente formando uma parceria ao nosso lado. Aquela pessoa que nos faz bem pelo simples fato de estar ali, e que sabemos que, acima de qualquer desastre que aconteça na nossa vida, de qualquer fracasso por que passemos, continuará ali. Continuará existindo. E faz, com isso, tudo o que passamos fazer algum sentido.

Àqueles que tem essa sorte, digam uma vez, e outra, e outra: eu te amo. Mostrem o quão sublime é ter aquela pessoa a seu lado. Sei, hoje em dia esse tipo de coisa é tido como cafona e ultrapassado. Mas dane-se. Diga mesmo assim. Seja cafona, seja ridículo, mas mostre aquilo que você sente. Se a pessoa realmente for a pessoa certa, aquela de fé mesmo, ela vai gostar. Só acha o amor ridículo aquele infeliz que nunca teve a oportunidade de amar ninguém, nunca. Porque, uma vez que tenhamos, alguma vez em nossa vida, gostado, amado alguém, sabemos que de cafona nada o amor tem, e que é algo que transcende a simples existência por existir, que deve ser demonstrado e valorizado, tão grande e importante que é, tal é sua força, sua centralidade em nossa vida quando realmente ele existe.

E àqueles que, como eu, estão curtindo uma solteirice, forçada ou não, sugiro duas opções: (1) ir a alguma baladinha ou ligar praquela pessoa que é alvo de flerte, um investimento futuro (sempre existe, né?), pra tentar encaminhar alguma coisa boa; ou (2) alugar um bom dvd de comédia e esquecer desse dia, esquecer a dor-de-cotovelo inerente a almas solitárias que são obrigadas a ver todo aquele mela-mela das novelas da Globo. O importante, afinal, é buscarmos incessantemente aquilo que nos faz felizes. Seja um namoro, um caso, uma transa, ou um dvd. De comédia, claro. Nada de Brasileirinhas ou Emanuelle. Pelo menos não oficialmente...

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