quinta-feira, 28 de maio de 2009

Não há nada ganho

Foi muito boa a vitória do Inter sobre o Coritiba na noite de ontem. O Inter abriu uma margem importante de dois gols no duelo centenário. Mas tomou um golzinho que pode ser complicador. O que fica de fundamental: a vantagem é boa, significativa. Mas nada está ganho. Nada. Há 90 minutos duríssimos a serem disputados num Couto Pereira lotado. O melhor treinador-de-seleções-femininas-e-jamaicanas do mundo, Renê Simões, já tratou de tentar condicionar a arbitragem para a volta, cuspindo um monte de bobagens aos microfones após o jogo do Beira-Rio.
Na partida de ontem, o colorado fez um primeiro tempo fraco, modorrento, quase apático. Nem parecia estar disputando uma semifinal de Copa do Brasil. Saiu perdendo em erro de marcação de Kléber combinado com um bote desastroso de Álvaro. Reagiu logo em seguida, com gol do fantástico Taison. Destruiu o jogo. Demoliu o adversário. Foi a visão do inferno para os zagueiros do coxa. A vitória foi complementada no segundo tempo, com gols de Alecsandro e Andrezinho. Um parêntese negativo deve ser feito em relação à arbitragem de Sálvio Espínola, que deixou o Coritiba passar o rodo, tirando Nilmar do jogo, inclusive. Me causa estranheza um árbitro de São Paulo ter apitado a partida do Inter. Afinal, o Corinthians, aquele mesmo, com fortes laços de gratidão com Zveiter, está na outra semifinal.
O jogo de Curitiba deve ser encarado com muita seriedade. Estaremos desfalcados. Mas teremos a volta de Guiñazu. Atenção e concentração serão elementos fundamentais para o sucesso do time colorado no Alto da Glória. Principalmente o meio de campo terá que ser disputado palmo a palmo. De preferência, mais pra perto do gol coxa-branca. O Inter não pode adotar uma postura passiva de somente se defender e agüentar a pressão do adversário. Tem que se impor, tocar a bola e agredir. Agredindo, tenho certeza de que o time colorado fará no mínimo um gol. E, fazendo esse gol, obriga o time paranaense a fazer no mínimo três, sem poder levar mais nenhum, o que, convenhamos, é pouco provável.
Jogando em alta rotação no Couto Pereira, o Inter se classificará para a final da Copa do Brasil. E, pelo andar da carroça, poderá acertar velhas contas com o Corinthians. Nós colorados estamos espumando pela boca de vontade de pegar o campeão-brasileiro-que-na-verdade-foi-vice-e-só-ganhou-anulando-dez-jogos-de-um-só-campeonato. Ah, como estamos...

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