sábado, 23 de maio de 2009

Mistão e coincidências titeanas

O Inter vai de novo a campo com seu mistão, dessa vez em Goiânia, para enfrentar o Goiás. Ainda me causa certo desconforto essa situação. Afinal, o time é líder do Brasileirão. E não pode arriscar-se a perder tal posição. Entretanto, o fato é que estamos nas cabeças na Copa do Brasil. Pode ser difícil de tragar essa priorização. Mas ela tem uma lógica. E também, depois do último domingo, é inegável que a confiança nos reservas colorados aumentou. Ganharam do Palmeiras no Beira-Rio. Vamos ver o comportamento desse time fora do Gigante. O que resta é torcer, fervorosamente, para que o nosso mistão se supere e arranque uma vitória sobre o sempre perigoso time do Goiás. E que siga embaladaço na Copa do Brasil.
Aliás, eu estava pensando na campanha do Inter na atual Copa do Brasil, e lembrando da campanha do Grêmio do mesmo Tite na Copa do Brasil de 2001, na qual o tricolor da Azenha fora campeão, com méritos. E há coincidências impressionantes. Vamos a elas? Em 2001 o Grêmio eliminou um time do Recife, o Santa Cruz, durante as três primeiras fases. O Inter, esse ano, eliminou um time de Recife, o Náutico, também durante as três primeiras fases. Em 2001, o time de Tite eliminou um carioca, o Fluminense, ganhando por um gol de diferença no Olímpico e empatando em zero no Maracanã. Esse ano, o colorado eliminou o carioca Flamengo com um empate no Maracanã e uma vitória por um gol de diferença em Porto Alegre. O capitão da equipe gremista em 2001 era o canhoto Zinho. O capitão colorado é o também canhoto Guiñazu. Tite tinha como amuleto no último título de Copa do Brasil do Grêmio um velocista, Luis Mário. Hoje, o amuleto colorado é o também velocíssimo Taison. E por fim, as duas coincidências derradeiras. Em 2001, o Grêmio de Tite enfrentou quem mesmo nas semifinais? Sim sim salabim, o mesmíssimo Coritiba que o Inter confrontará na próxima semana, iniciando o mata-mata no Olímpico e decidindo no Couto Pereira, a exemplo do colorado. E a final do Grêmio, contra quem foi? Foi contra o Sport Club Corinthians Paulista, o mesmo que é favoritaço a chegar à final na chave oposta à do Inter.
Pode ser pensamento mágico. Pode ser um apelo ao misticismo. Mas o fato é que há uma série impressionante de coincidências entre aquele Grêmio de Tite e esse Inter de Tite. Pode ser um bom sinal, no mínimo. Que assim seja, e mais uma taça seja somada à nossa infindável coleção.

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