domingo, 10 de maio de 2009

Mãe colorada, Inter, Corinthians, e Brasileirão

Minha mãe é coloradaça. Fanática. Não entende bulhufas de futebol. Mas é colorada. Muitas vezes deixa de acompanhar jogos do Inter pra fazer as unhas ou retocar os cabelos. Coisas de mulher. Mas é, acima de tudo, colorada. Daquelas que, quando vão ao Gigante, passam o jogo aos berros, agudos, meio irritantes, entretanto sempre apaixonados.
Um bom presente pra ela pode vir de São Paulo, capital. Mais especificamente do estádio Pacaembu. Aquele mesmo, que há cerca de quatro anos atrás viu Tinga sofrer o pênalti mais pênalti da história do futebol mundial, e, talvez por sofrer o pênalti mais pênalti da história do futebol mundial, ser expulso por Márcio Resende, em um campeonato que teve uma penca de jogos anulados (jogos anulados que, por coincidência, o Corinthians não havia ganho, e que o Inter havia ganho).
De lá para cá, o mundo deu algumas voltas. O Inter conquistou tudo. O Corinthians foi rebaixado e voltou. E Márcio Resende foi contratado pela Rede Globo para ser comentarista de arbitragem.
E hoje, alvirrubros e alvinegros voltam a compartilhar o mesmo campo gramado. Os dois, como os maiores favoritos à glória do desporto nacional. O time do Corinthians é bom, embora vá a campo desfalcado. Possui bons valores e muito poder político. Importantes armas para a conquista de um título brasileiro. Mas o Inter é mais time. Tem mais valores individuais. Tem uma mecânica de jogo que vem encantando torcida e crítica dia após dia. Menos a crítica com tonalidades azuladas das bandas pampeanas.
Esse campeonato tem tudo pra pegar fogo. E podem os adversários vir quentes, que o Inter tá fervendo. Avante Guiñazu, Nilmar, D'ale, Taison, Índio e Magrão: hoje começa a consagração definitiva da época mais vencedora da história do Sport Club Internacional. Dêem essa vitória de presente para a dona Sonia, e para todas as mães coloradas destas plagas. Por favor!

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