quinta-feira, 9 de abril de 2009

Taison mais dez

É Taison e mais dez. Até algum tempo atrás eu defendia que, para uma eventual entrada de Alecsandro, o guri de Pelotas fosse para o banco, transformando-se num décimo segundo jogador, uma espécie de amuleto colorado. Revi minha posição. Taison tem que ser o mais titular dos titulares do Inter. Em 2009, é o principal jogador de um Inter em franca ascensão. Ele tá jogando demais. Dribla, passa, chuta, é dono de espantosa velocidade. Só não cabeceia. Soubesse cabecear, também, não seria Taison. Seria Pelé.
A boa fase de Taison inspira algo diferente para nós, colorados. Claro, temos outros craques como Nilmar e D'alessandro, que podem fazer a diferença a qualquer momento. Mas Taison está especialmente iluminado. Passa por uma fase muito semehante à que Alex passava em 2008. É o Midas colorado. Tudo que ele toca vira ouro. Isso passa uma confinaça muito especial. Aquela coisa de estarmos num jogo encardido, complicado, e podermos pensar "Mas o Taison tá em campo. A qualquer hora pode resolver"
Entretanto, também ficaram preocupações do jogo de ontem. Lauro definitivamente não está bem no gol do Inter. Não está comprometendo (ainda), mas já não passa segurança, sai estabanadamente do gol, solta bolas esquisitas, enfim, voltou a ser o velho Lauro de guerra, aquele que critiquei duramente quando foi contratado pelo Inter. Mas ainda tem créditos pelo que fez na Sul-Americana do ano passado. Assim como Álvaro, que está tendo atuações horrorosas na zaga do Inter. O zagueirão não está ganhando uma bola aérea, está lerdo, pesado, tropeça sozinho. É bom jogador, mas passa por uma fase medonha. Sorondo, quando voltar, e tomara que volte definitivamente, vai resolver o problema da bola aérea. Caso contrário, o Inter terá que ir ao mercado contratar um companheiro para Índio. Danilo Silva ainda é uma aposta, assim como Danny Moraes. Não dá pra depositar todas as fichas neles. A defesa preocupa sim, e preocupa o fato que as falhas vem saindo "na urina", porque o Inter até agora só enfrentou adversários inexpressivos no ano. Quando pegar time grande, a coisa pode se complicar. Por isso, é melhor prevenir do que remediar.
De qualquer maneira, valeu a vitória em Campinas. Por mais estraçalhado que esteja, o Guarani é um clube tradicional, campeão brasileiro, e, mais do que isso, um time que historicamente complicou a vida do Inter. Por isso, a vitória no Brinco de Ouro da Princesa é importante e tem o seu valor. Em mata-mata, qualquer vantagem é vantagem, principalmente quando se joga fora dos seus domínios. O Inter, o clube de todas as copas, sabe disso. E não vai decepcionar.

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