domingo, 19 de abril de 2009

Mais uma final em nossas vidas

Ontem joguei minha primeira partida junto ao time da Borracharia 32 Horas, a convite do amigo Rafael. Na posição de goleiro, meu ofício. Apesar da completa falta de ritmo, provocada por 3 anos de absoluta inatividade futebolística, fiz algumas defesas, tomei um ou outro gol meio esquisito, mas valeu, o saldo foi positivo. E jogar num ambiente legal, com aquele clima de amizade, parceria, camaradagem, é sempre algo prazeroso.
E é exatamente esse tipo de clima de camaradagem que pode ser fator decisivo na decisão da Taça Fábio Koff, e também do Gauchão, que pode levar o colorado a mais um título. Quando vejo Nilmar e Taison jogando juntos, vejo acima de tudo dois amigos, dois camaradas, somados a D'alessandro. O sistema ofensivo do Inter joga com gosto. Os jogadores conhecem uns aos outros e transparecem que gostam de jogar juntos, gostam de trocar passes, vislumbrar o posicionamento do companheiro, exercer a sincronia da movimentação de um ataque mortífero.
É lógico que para que haja toda essa fluidez ofensiva o time precisa de uma boa sustentação do meio e da defesa. E isso é dado com sobras por Sandro, Magrão e El Cholo Loco Guiñazu. A pegada dos três no meio, somada a uma defesa que, apesar de alguns sustos na bola aérea, vem dando uma resposta no mínimo razoável, permite que o Inter jogue por música no ataque, brincando de jogar bola e meter gols. A chave do sucesso do colorado nessa temporada provavelmente seja exatamente o equilíbrio entre um sistema defensivo mais carrancudo, sério, tático, com a descontração ofensiva de D'ale, Taison e Nilmar. E, se mesmo assim, a coisa apertar, há Alecsandro, um centroavante de ofício, no banco, para resolver a parada. Ainda tá problemático? Pois bem, coloquem Andrezinho ou Giuliano pra soltar o meio campo e a cachorrada pra cima da defesa adversária. É exatamente essa gama de opções que o Inter tem, tanto para a formação inicial quanto para mudar qualquer panorama adverso, que faz do maior clube do Rio Grande do Sul indiscutível favorito a qualquer título que dispute na temporada de 2009.
E hoje temos mais uma final em nossas vidas. O primeiro título do Inter pós 100 anos aproxima-se de maneira inapelável. Costumo ser ponderado. Respeito muito o valoroso time do Caxias. Mas o Inter será campeão hoje. Está escrito nas estrelas. É quase o cumprimento de uma formalidade. Desde que o time entre em campo para jogar sério, a todo vapor. Final é final, e se o Caxias aí está, sendo melhor que Grêmio e Juventude, por exemplo, é porque tem virtudes que o fizeram ser melhor que estes times. Mas o Inter tem o dever de manter a doce rotina de levantar taças em cima de taças, obsessivamente. Essa é a essência de um time vencedor. Quando o Inter perder essa fome, e passar a comemorar participações em um ou outro campeonato, ficarei preocupado. Neste momento, meu time estará perdendo o diferencial dos vencedores. Neste momento meu time estará abandonando o papel de protagonista para ser um conformado e medíocre coadjuvante. Que este momento nunca chegue para o Sport Club Internacional.

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