domingo, 26 de abril de 2009

Expectativas

É inegável que todas as expectativas que reinam sobre o time do Inter nesse ano de 2009 são fantasticamente positivas. Não só pela aura maravilhosa criada pelo centenário mais comemorado e bem realizado da história do futebol brasileiro. Mas também por tudo o que o Inter vem sendo em campo. Não há dúvidas, estamos quase em maio e o Inter fez uma pré-temporada de luxo. Os objetivos colorados vão muito além do Gauchão e de goleadas de início de ano.
Entretanto, é fato que tudo que o Inter mostrou até agora sugere uma temporada extremamente bem-sucedida, com títulos nacionais e internacionais. Tem Recopa, tem Sulamericana, tem Copa Suruga Bank, tem Copa do Brasil, tem Brasileirão... É muita disputa. É muita taça em jogo. E tudo parece estar perfeitamente coadunado para que o Inter ganhe grandes títulos em seu centenário. Não pode se perder no meio desse caminho. Mas esse ano é especial. E o Inter está sendo um triturador de adversários. Fracos, é verdade. Tá fazendo, afinal, o que deve ser feito. E que nenhum outro clube brasileiro está fazendo.
Trazendo um lateral direito de primeira grandeza, Sorondo se recuperando plenamente de sua lesão, e passando a janela de meio de ano sem maiores traumas, não tenho dúvidas: o Inter tem tudo para ser campeão brasileiro. No mínimo. No mais modesto mínimo. Essas goleadas maravilhosas, esse futebol cintilante praticado pelo Inter não podem nos anestesiar. São meios para um fim maior. E o grupo do Inter está numa ascendente. Por isso mesmo, comparar com o grupo do ano passado, que também passou por um momento parecido, é um equívoco. Aquele grupo, com Fernandão, Iarley e cia. estava passando por seu último brilho. O Gauchão de 2008 foi uma despedida cinematográfica. Depois já não havia mais o que conquistar.
Por outro lado, o Inter 2009, de D'alessandro, Nilmar, Taison, Magrão e Guiñazu é uma safra que está em seu ápice. Depois de um início histórico no segundo semestre de 2008, esse elenco tem uma fome por mais. Este grupo quer mais. Este grupo ainda tem páginas a escrever na história do Inter. E, mantendo o nível de atuação e determinação que está mostrando, dividindo cada bola como se fosse a última da vida, e tramando cada ataque como se fosse um lance decisivo aos 45 minutos do segundo tempo de uma final de campeonato, não há como ser diferente: vai escrevê-las.

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