terça-feira, 10 de março de 2009

Sem dó

Esperava-se um jogo de relativa tranquilidade para o Inter frente ao Brasil de Pelotas. O fato é que foi fácil demais. A expulsão no início do jogo ajudou a desgastar o já raquítico time pelotense. Mas a expulsão foi justíssima, o xavante entrou em campo meio destemperado, desesperado, cometendo muitas e duras faltas. E o Inter não teve dó. Jogou tudo que sabe, buscou os gols incessantemente, obsessivamente, e aplicou um sonoro 7 a 0. No Bento Freitas! E respeitou o adversário da maneira mais nobre: jogando tudo que sabe. Assim é o futebol. Peninha, piedade, são coisas inexistentes, e indesejáveis. Muito mais humilhante seria a sensação de que o adversário teve pena, que só não fez mais porque não quis. Respeito muito o momento triste que o xavante passa. Mas estou muito feliz com a postura vencedora e grande que o Inter apresentou em campo.
Esse tipo de jogo é absolutamente atípico. O Inter amassou o time de Pelotas, criou inúmeras chances, a ponto de o goleiro Luiz Carlos ter sido a melhor figura do Brasil, mesmo sofrendo 7 gols. Encheu os olhos a atuação colorada. Passes certos, muita marcação, intensa movimentação. O Inter demarcou bem a diferença entre as equipes. Em relação às individualidades, vou me ater a dois jogadores que são sérios postulantes a vaga no time titular. Andrezinho pede passagem, vem jogando muito. Mesmo assim, não acredito que ele deva ser titular, pelo menos por enquanto. O trio de volantes vem bem, e portanto não deve ser mexido. E D'alessandro é um extra-classe, coisa que Andrezinho não é, e por isso, não deve sair, sob hipótese alguma. Outro destaque foi o centroavante Alecsandro. Entrou muitíssimo bem, fez gol, deu assistência, tem muita presença de área, é inteligente. Trata-se da figura do centroavante, tão fundamental para fazer o que de mais importante há no futebol: gols. Alecsandro seria o nosso "fazedor de gols". Quem sairia para sua entrada? Na minha opinião, modesta e talvez polêmica, Taison seria o candidato. Nilmar se enquadra no exemplo de D'alessandro: é extra-classe. Está perdendo muitos gols, mas é inegável que se trata de um jogador acima da média. Taison, por sua vez, SERÁ um extra-classe. Mas ainda não é. Pode muito bem ser uma alternativa de luxo, junto com Andrezinho.
O importante é que temos grupo. Uma coisa é inevitável: seja qual for a escalação, grandes jogadores ficarão no banco. E isso é bom, para quem não prega uma pobreza franciscana no futebol, desde que as vaidades sejam bem administradas. Quanto mais jogadores bons tivermos, melhor. Assim, se ocorre algum aperto ou alguma lesão, sabemos que não ficaremos nas mãos (ou pés) de perebas comprometedoras. O Inter caminha inabalavelmente para o título gaúcho. É um bom começo, o cumprimento de uma obrigação, a passagem pelo primeiro teste em um ano em que voos maiores serão alçados.

Um comentário:

Guilherme Soares disse...

http://gs-sakurai.blogspot.com/2009/03/sem-do-2.html

né, alguém tem que dar sua opinião além de ti =P
Fanfarrão :D