sábado, 7 de março de 2009

Detectores

O caso ocorrido com a doméstica Doralice, que eu estava lendo no site globo.com, é kafkiano. A senhora teve de tirar a blusa pra passar na porta giratória de uma agência do Banco do Brasil, em Jundiaí, São Paulo. Foi desrespeitada pelos seguranças e bur(r)ocratas funcionários do banco. Tirou todos os objetos metálicos da bolsa, e mesmo assim, foi obrigada a despir-se na parte de cima.
Eu tenho sérias dúvidas sobre essas portas com detector de metais. Sou usuário do Banco do Brasil, então falo com algum conhecimento de causa. Vou com minha mochila e os mesmos objetos a duas agências diferentes. Sempre retiro tudo que há de metal (chave e celular) e já deixo no compartimeno adequado. Em uma das agências, sempre passo tranquilamente. Na outra, invariavelmente sou barrado, a ponto de ter que abrir a mochila e mostrar tudo que tem dentro dela, como se fosse um bandido. E os seguranças já conhecem bem a minha cara. Mesmo assim, sou barrado sempre. Engraçado é que assaltantes armados essas portas não detectam! Somente velhinhas e jovens estudantes!
Na verdade, eu acho que não tem rigorosamente nada de detector de metais. Não posso afirmar categoricamente, mas os indícios apontam que o que ocorre, de fato, é que os seguranças julgam pela roupa, ou por algum outro critério subjetivo, e barram ou deixam as pessoas passarem a seu bel-prazer. Os usuários que se danem. A filha de Doralice filmou tudo com o celular. Que bom! Torço, do fundo do coração, que entre na justiça, e dê um belo tufo no Banco do Brasil, por danos morais. Talvez assim o procedimento seja um pouco mais respeitoso com os clientes. E, talvez, quem sabe, o banco pode até resolver colocar portas giratórias que realmente funcionem!

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