sábado, 7 de fevereiro de 2009

Espíritos

Estava lendo uma matéria da Isto É no site do Terra (http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2048/artigo125286-1.htm), sobre espíritos e psicografias. Muito interessante. Descreve, dentre outras coisas, casos em que psicografias serviram como provas auxiliares na resolução de crimes.
Acredito que algo permaneça após a morte. Já fui mais cético. Mas hoje creio que realmente haja algo além disso. Até mesmo porque não consigo imaginar o nada, a ausência de existência. É uma construção mental que não consigo realizar. Mesmo o sono, que seria o mais próximo de nada a que chegamos, tem algo. O tempo do sono existe. Por mais que não sonhemos, por mais que não enxerguemos nada, sentimos, de um jeito ou de outro, aquele tempo passar. Não é uma fita que se corta e pula do momento do adormecer para o momento do acordar.
Existe, sim, uma essência. Chamemos como chamarmos. Por um lado, é reconfortante ter essa convicção. Afinal de contas, a vida é muito complicada. As pessoas sofrem, choram, passam por tudo que passam, para simplesmente morrer e acabar tudo isso que foi construído? Seria muita ingratidão da natureza. A racionalidade mais rasa e cientificista talvez defenda isso. Que a vida é um ciclo que acaba. Mas quando passamos a utilizar uma racionalidade mais profunda, que não baseia-se somente em experimentos científicos e comprovações formais, quando passamos a efetivamente pensar e refletir, vemos que algo perdura.
Talvez a ciência um dia desminta isso tudo. Mas, por enquanto, o fato é que não respondeu convincentemente a estes questionamentos. Não comprovou a não existência de vida após a morte. Se a ciência não responde, não se pode estabelecer base nenhuma a partir dela. Sobra a subjetividade. A aliança de fé e razão de cada um, e que somente cada um pode saber. Eu contesto e questiono bastante muitas coisas, inclusive a existência de Deus. Essa sim, é bem mais difícil de comprovar. Mas a existência de espíritos é bem mais plausível pra mim. Nisso eu acredito hoje em dia.

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