sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Vida de jogador

Os boatos a respeito da confusão na qual Robinho teria se envolvido, de estupro de uma garota de 18 anos na Inglaterra, traz à tona algumas reflexões a respeito da vida de jogadores de futebol. Não, não falo dos 80% de jogadores pobres do Brasil, por exemplo, que recebem cerca de um salário mínimo por mês em clubes sem nenhuma estrutura. Me refiro àqueles que atingiram um certo nível de fama, dinheiro, facilidades.
O mundo se abre de repente para esses rapazes. Ainda garotos, às vezes ainda menores de idade, tornam-se ricos, com uma mídia monstruosa. Poderiam facilmente se aposentar com menos de 25 anos. É tudo muito repentino. Aí, o aspecto psicológico, e também de origem social, pode ser de influência decisiva. Há os jogadores que já vêm de berço, com certa estrutura familiar e financeira. Mal ou bem, essa estrutura faz diferença. Não é determinismo de classe. Apenas exercite a imaginação: o cara passa uma infância de privações, muitas vezes passa fome, e do nada é milionário e reconhecido. Para que isso não dê um baque no sujeito, ele tem que ser muito centrado, mas muito mesmo. A tendência é que ele se sinta dono do mundo. O dinheiro parece infinito. O não, a impossibilidade, são palavras que passam a inexistir, magicamente, do seu vocabulário.
É por isso que muitos talentos acabam desperdiçados. Em relação a Robinho, tem que se tomar cuidado e apurar o que de fato aconteceu, se é que algo aconteceu. Li manchetes do tipo "Robinho preso por estupro". De fato, isso é especulação. Robinho nega. É importante que se espere invstigações mais aprofundadas, sob pena de se estar cometendo uma tremenda injustiça, que pode marcar negativamente a carreira do rei das pedaladas, de forma indelével.

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