quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Adeus, Dolores

A morte da vocalista Dolores O'Riordan, dos Cranberries, durante essa semana, surgiu como uma surpresa triste. Cranberries é uma das minhas bandas favoritas, me acompanhou especialmente no período que morei fora do pais. Minhas tardes de domingo em Salamanca tinham geralmente como trilha sonora a banda liderada por Dolores, e The Smiths.

É um talento extraordinário que se vai, precocemente.

Como uma espécie de humilde homenagem, deixo os leitores do DC com um compilado das minhas dez músicas favoritas dos Cranberries, baseado em lista que apresentei aqui mesmo, em janeiro de 2016.
 
Adeus, Dolores.

10. Wake up and smell the coffee
 
9. Loud and clear

8. Ridiculous thoughts


7. Linger


6. Put me down

5. When you're gone


4. Promises



3. Zombie

 

2. Ode to my family

1. Empty


sábado, 6 de janeiro de 2018

Cúmplices

Nós somos sentido e sentimento.

Nós somos cúmplices de uma doce loucura, que só nós entendemos.

Sem mãos dadas, não há mais estrada.

Por isso, caminhamos juntos, não importam os obstáculos.

E o que tivermos de doer, doeremos juntos.

E o que tivermos de doar, doaremos juntos.

E o que tivermos de sonhar, sonharemos juntos.

E o que tivermos de ser, seremos juntos.


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Despertar

Os primeiros raios de sol adentram o quarto.

Primeiro abre os olhos.

Me olha.

Sorri.

Você desabrocha aos poucos, e vou me deleitando.

Sinto-me um privilegiado.

Seu despertar é um dos fenômenos mais lindos da natureza.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sem asteriscos

Te amo sem medo.

Te amo sem angústia.

Te amo sem receio.

Te amo sem remorso.

Te amo sem bula.

Te amo sem contra-indicações.

Te amo sem censura.

Te amo sem meias palavras.

Te amo sem asteriscos.

Te amo sem notas de rodapé.

Apenas te amo.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Amar e vencer

Todos os dias fazemos uma aposta diferente.

Cada inspiração que invade os pulmões é um milagre que não percebemos.

Levamos nossos valores, podemos morrer por eles.

Eu prefiro amar a vencer, jamais me sentirei derrotado com o coração preenchido.

A insanidade devoradora de sonhos que se bate contra as janelas, que fique lá fora.

Estou protegido em meu peito, a despeito do que o mundo tenta impor.

Luto todos os dias para ser então capaz de sorrir e viver, para ter alguma luz nos meus olhos.


Porque é isso que vale no fim de tudo, acima de tudo que nos fazem pensar que queremos.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Flor da minha poesia

Ela é a flor da minha poesia.

Ela se deixa iluminar pelo sol, ela se revela em todo o seu esplendor.

Ela tem todas as cores do mundo, ela tem cores que eu nem mesmo conhecia.

Eu sou um bobo que a admira, deixando os olhos brilharem com sua luz.

E eu quero cuidá-la, regá-la com todo meu carinho e ternura.

Porque ela é a flor da minha poesia.

E minha poesia sem flor seria apenas um ajuntamento de palavras sem vida.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Meu pequeno paraíso

Seus olhos são estrelas que brilham, orientam o caminho no meu céu.

O sorriso que brota na sua boca é o Sol a iluminar um novo dia, fazendo da minha alma firmamento azul.

Em sua pele encontro o mais alucinante deleite, meu pequeno paraíso que faz o mundo parar.

No meu peito pulsa o tempo, relógio quebrado que me ilude e trapaceia quando a distância separa os nossos corpos.

Então meu coração bate forte, quase explode querendo te ver.

Ele se enche e transborda de tanto carinho por você...


domingo, 25 de junho de 2017

Poesia

Em seu sorriso estão as metáforas de que preciso.

Nos seus olhos, a harmonia que dá sentido a cada frase.

É minha doce e mais carinhosa rima.

Em você, encontrei minha mais bela poesia.

domingo, 18 de junho de 2017

Sintomas

E esse aperto no peito.

E esse nó na garganta.

E esse ar rarefeito.

E esse coração em polvorosa.

Tudo isso é minha saudade.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Doce contemplação

Corre nas veias a vida, o que quebra a inércia.

Nos traços de uma pintura, as interrogações do artista que só quer amar.

Infinitas combinações de cores aleatórias surgem no vazio.

No atalho mais curto, desenha a noite.

Mas ele reza para que a manhã logo chegue. 

Espaços ficam por entre as tintas, logo ele tira a venda dos olhos.

Fica frente a frente com sua mais bela criação.

Ali estão as lágrimas que secaram e os risos prometidos.

O presente que engole permanentemente o futuro então cessa solenemente.

Era necessária essa doce contemplação.